O Benim, oficialmente a República do Benim (em francês: République du Bénin), é um país localizado na região ocidental da África, limitado por Burkina Faso e Níger ao norte, Nigéria ao leste, Togo a oeste e banhado pela Enseada do Benim no sul. A capital constitucional é Porto Novo, mas Cotonou serve como sede administrativa e é a maior cidade. O país ocupa uma área de 112.622 km², com uma população estimada em 10 milhões de habitantes (2013).
A língua oficial do Benim é o francês, mas várias outras línguas locais são faladas, incluindo Fon, Bariba, Yoruba e Dendi. O catolicismo romano é a religião dominante, seguida pelo islamismo, vodum e protestantismo. O Benim é membro de diversas organizações internacionais, como as Nações Unidas, a Organização para a Cooperação Islâmica, a Francofonia e a Zona de Paz do Atlântico Sul, além de participar de organizações regionais como a União Africana, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (ECOWAS), a Comunidade dos Estados do Sahel-Saara, a Organização Africana de Produtores de Petróleo e a Autoridade da Bacia do Níger.
A história do Benim é marcada pelo Reino do Daomé, que dominou o território no século XVII. Durante esse período, a região se tornou conhecida como Costa dos Escravos, devido ao grande número de pessoas escravizadas que eram traficadas para o Novo Mundo. Com a abolição da escravidão e a chegada da França, em 1892, o Reino do Daomé foi subjugado e transformado em protetorado francês, com o nome de Daomé Francês.
No início do século XX, os limites definitivos da colônia foram estabelecidos pelas Convenções Franco-Alemã (1897) e Anglo-Francesa (1898). Em 1904, o Benim se integrou à África Ocidental Francesa. A independência do país foi conquistada em 1 de agosto de 1960 sob a denominação de Daomé, com Hubert Maga como primeiro presidente. Contudo, magistrados políticos e golpes militares marcaram o caminho do Benim durante os anos seguintes.
Em 1972, um grupo de oficiais subalternos liderado pelo major Mathieu Kérékou tomou o poder, instituindo um regime de esquerda com características marxistas-leninistas. Kérékou nacionalizou companhias estrangeiras e estatizou grandes empresas privadas, implementando programas populares de saúde e educação. O país então passou a se chamar República Popular do Benim em 1975.
Durante sua existência, o regime da República Popular do Benim passou por várias transformações: um breve período nacionalista (1972-1974), uma fase socialista (1974-1982) e uma fase de abertura aos países ocidentais e ao liberalismo econômico (1982-1990). Apesar dos programas desenvolvimentistas, o regime enfrentou dificuldades em seus objetivos, e Kérékou finalmente levou a um referendo que transformou o país em uma república democrática em 1990.