Anne Frank nasceu no dia 12 de junho de 1929 em Frankfurt, Alemanha, sendo a última filha de Edith Holländer-Frank e Otto Heinrich Frank. A família era composta pela mãe, o pai e uma irmã mais velha chamada Margot. Anne era uma criança curiosa e apaixonada por livros desde cedo, influenciada pelo ambiente intelectual e cultural da casa.
No início dos anos 1930, a ascensão do Partido Nazista na Alemanha trouxe consigo perseguições à comunidade judaica. Em março de 1933, após Hitler ser nomeado Chanceler, a família decidiu imigrar para os Países Baixos. Enquanto Edith e Margot se mudaram para Aachen, na fronteira com Bélgica, Otto permaneceu em Frankfurt, negociando a transferência de negócios para Amsterdã.
Ao chegar em 1934, Anne e sua irmã foram matriculadas em escolas neerlandesas. Margot seguiu um caminho acadêmico, especialmente no ramo da aritmética; por outro lado, Anne desabafava através do papel, desenvolvendo uma paixão pela escrita que a acompanharia durante toda sua vida.
A mudança para Amsterdã não apenas mudou o cenário geográfico, mas também introduziu novos desafios linguísticos. No entanto, as meninas rapidamente se adaptaram e Anne logo se destacou em suas habilidades de escrita. A diferença entre Margot e Anne ficava evidente: a irmã mais velha era tímida e estudiosa; Anne, por sua vez, era aberta, energética e uma leitora voraz.
Com o avanço do nazismo na Europa Ocidental, os Frank se sentiram cada vez mais ameaçados. Após a ocupação da Alemanha pelos nazistas em 1940, Anne perdeu sua cidadania alemã e tornou-se apátrida, embora fosse considerada holandesa na prática.
Em julho de 1942, com a intensificação das perseguições à população judaica, a família Frank decidiu se esconder. Em um anexo secreto do prédio onde Otto trabalhava, as crianças passaram dois anos vivendo em um espaço apertado e isolado.
Em 1944, a Gestapo descobriu o esconderijo. Anne e sua irmã Margot foram transferidas para campos de concentração, enfrentando condições extremamente duras. Após serem enviadas para Bergen-Belsen, onde morreram provavelmente em fevereiro ou março de 1945, Anne e Margot nunca mais foram vistas.
Otto Frank foi o único a sobreviver na família, retornando a Amsterdã após a guerra. Comovido pela memória da filha, publicou seu diário em 1947, transformando-a em uma das vozes mais conhecidas do Holocausto. O Diário de Anne Frank se tornou um ícone cultural, sendo traduzido para mais de 70 idiomas e adaptado em diversas obras literárias e artísticas ao redor do mundo.